Obesidade infantil

Precisamos falar sobre obesidade infantil, ainda mais quando se tem a informação de que há mais de 3,1 milhões de crianças obesas no Brasil e estima-se que 6,4 milhões de brasileirinhos tenham excesso de peso, segundo dados do portal do Ministério da Saúde.

Comer um docinho, beliscar aquela besteirinha, tomar sorvete à vontade e se esbaldar no chocolate ou achocolatado enquanto assiste ao desenho favorito ou ao youtuber preferido são hábitos de quase toda criança, não é verdade? Mas por trás dessa rotina tentadora, escondem-se riscos à saúde dos pequenos, como o desenvolvimento de doenças nas articulações e nos ossos, diabetes e até doenças cardíacas, em decorrência da obesidade ou excesso de peso.

Segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, são dois os fatores principais que levam à obesidade infantil: erros alimentares, como os descritos no parágrafo anterior, e falta de exercícios físicos.

Praticar uma ou mais atividades físicas é fundamental e recomendado para crianças de qualquer idade, sendo as brincadeiras livres as mais apropriadas.

O ideal é deixar as crianças inseridas em atividades de caráter lúdico e centradas em socialização. A recomendação dos profissionais de Educação Física é que elas pratiquem, alternadamente, modalidades coletivas e individuais, uma vez que a primeira fará com que aprendam a partilhar, cooperar e respeitar o próximo, e a outra permitirá que desenvolvam a autoconfiança, superação, coragem e independência.

Nas 10 unidades esportivas da ACM, as mamães e os papais encontram para seus filhos: Natação, Futsal, Ballet, Danças e Ginástica, que preenchem os requisitos sugeridos pelos profissionais.

Além delas, há também uma gama de atividades socioculturais e pedagógicas que podem ser praticadas por crianças e adolescentes, na ACM, como jogos de tabuleiros, tênis de mesa, pebolim, leitura de estórias em quadrinhos, entre outras opções lúdicas, que complementam as atividades físicas tradicionais e regulares.  

A prática de exercícios físicos é necessária para a saúde integral das crianças. 

Muitas horas em frente à TV, smartphones, enfim, o sedentarismo, e baixa ingestão de verduras, legumes e frutas são fatores a se considerar para justificar os quilinhos a mais da criançada. Clique aqui e saiba mais sobre Alimentação Nutritiva para Crianças.

Fatores genéticos também podem contribuir para os quilinhos a mais das crianças, mas, na maioria das vezes, o meio é fator decisivo para a obesidade. Por exemplo, crianças obesas com pais obesos, possivelmente continuarão acima do peso pelos próprios hábitos inadequados dos responsáveis, pois é quase automático e cômodo, em muitas ocasiões, os filhos imitarem os genitores.

Ocorre também outra situação: pais magros e filhos obesos. Nessa ocasião, é muito provável que os pais compensem sua ausência, no dia a dia do crescimento dos filhos, aumentando a oferta de alimentos calóricos e gordurosos a eles, no intuito de agradá-los.

Salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados, alimentos ultraprocessados e industrializados devem sair de cena para dar mais espaço ao arroz, feijão, legumes e frutas. E o acesso à informação sobre escolhas mais saudáveis para as famílias é fundamental para se combater o problema da obesidade infantil.

Mas nem tudo pode ser à ferro e fogo. A nutricionista Sandra da Silva Maria indica que a criança deve, sim, ter um “dia da tranqueira”, ou seja, ter um dia na semana para que escolher algo não tão saudável para comer, contudo, desde que a ingestão seja em pequenas quantidades. O risco de não se delimitar um dia para essas regalias, restringindo a criança a comer apenas alimentos saudáveis pode fazer com que ela coma escondido, ocasionando o excesso de peso. Portanto, liberar um pouco é possível, mas com moderação e acompanhamento dos pais.

DICAS QUE PODEM CONTRIBUIR COM A REDUÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

:: Leite Materno: crianças amamentadas exclusivamente com o leite materno até os seis meses de vida têm menor incidência de obesidade. Após esse período, se a mãe persistir com o alimento materno e introduzir outros alimentos, o aleitamento materno deve ser mantido até completar um ano de idade, o que prevenirá ainda mais a obesidade infantil.

:: Mamadeira: se o alimento materno não for possível, o ideal é que diminua a ingestão da mamadeira para no máximo duas vezes ao dia, dando a oportunidade à criança de experimentar novos alimentos. Os pequenos, muitas vezes, substituem a refeição pela mamadeira, o que pode levar à baixa ingestão de nutrientes importantes para eles, sobretudo o ferro, que está presente na carne. O ideal é que o leite, pela mamadeira, seja retirado até os dois anos de idade.

:: TV e Comida: não é interessante a alimentação em frente à TV, computadores e acompanhada dos smartphones, uma vez que é fundamental a mastigação para uma boa digestão e absorção adequada de nutrientes. Quando a criança come em frente a esses aparelhos ou utilizando celulares, acaba não mastigando corretamente, comendo rápido, sem perceber  o volume de alimento ingerido. O ideal é sempre a família se reunir para se alimentar em conjunto, porque os filhos tendem a imitar os pais. Portanto, nada de youtubers na hora das refeições.

 

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Fontes: portal do Ministério da Saúde | Revista InformACM

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