Dia Sem Elevador – No Elevators Day – Mudar um pequeno hábito pode ser um simples passo para uma vida mais saudável! O mundo todo unido para incentivar o uso das escadas!

No dia 25 de abril de 2018, a ACM / YMCA São Paulo, o SESC, a ISCA – International Sport and Culture Association, e as instituições: Universidade Anhembi Morumbi, ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, a Atlética Ítalo Brasileiro e a FITNESS BRASIL – promoveram o NO ELEVATORS DAY, tradução livre “DIA SEM ELEVADOR”: uma iniciativa mundial realizada na Europa desde 2015, com o objetivo de motivar as pessoas a utilizarem escadas e rampas em vez de elevadores em seu dia a dia. E assim, mudar um pequeno hábito que pode ser um importante passo para uma vida mais saudável.

Este ano, o Brasil participou pela primeira vez, com intervenções, atividades recreativas, jogos, corridas verticais, aulas especiais, entre outras, organizadas pelas instituições parceiras citadas. Foram momentos de muita atividade física, interatividade e mais uma oportunidade de dizer: Basta! Xô, sedentarismo!

E se utilizarmos as escadas ao invés de elevadores?

Subir e descer escadas é um boa atividade física, que feita regularmente tonifica e fortalece os músculos das pernas ao promover ganhos de força e resistência, desenvolve o equilíbrio e a coordenação motora e melhora a saúde cardiovascular; além de colocar o corpo em movimento.

Subir três lances de escadas equivale a 10 minutos de caminhada moderada, estima-se que o gasto de energia seja entre quatro a sete vezes maiores do que usar o elevador.

Subir escadas não requer nenhum equipamento ou preparo especial e é também uma atividade “verde”, uma vez que não faz uso de nenhuma energia produzida externamente. É também acumulável ao longo do dia, o que faz com que contribua significativamente com a recomendação mínima de 30 minutos de atividade física por dia. Além disso, usar escadas pode até economizar tempo, já que a escada é a forma mais rápida de chegar ao seu destino em edifícios de até sete andares, principalmente em horários de pico.

E por falar em tempo, segundo a Pesquisa Diagnóstico Nacional do Esporte 2015, 69,8% dos brasileiros alegaram ser sedentários em virtude da falta de tempo em seu dia-a-dia.

Enfim, incorporar essa pequena mudança de hábito no dia-a-dia pode contribuir muito para a saúde das pessoas. Comece, inicie aos poucos, num ritmo seguro, degrau por degrau.

Quais são as consequências do sedentarismo?

A “bomba-relógio” do sedentarismo
•O DIESPORTE 2015 aponta que 45,9% da população brasileira se declara sedentária;
•O sedentarismo é um grande fator de risco para diversos tipos de doenças importantes, como doença cardiovascular, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer;
•O sedentarismo é o quarto maior risco de mortalidade global depois de pressão alta, tabagismo e altos níveis de glicemia;
•O sedentarismo está por trás de 13,2% das mortes no Brasil / mortes diretamente associadas ao estilo de vida sedentário no Brasil. O número é um dos maiores da América Latina, onde 11,4% das mortes são causadas pelo sedentarismo (Revista Lancet, 2013);
•O sedentarismo é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon (Revista Lancet, 2013);
•Se esta tendência de sedentarismo continuar, em breve ele será uma ameaça maior à vida do que o tabagismo (Revista Lancet, 2013);
•Em estudo publicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) foi avaliado o custo de internações por doenças crônicas não transmissíveis atribuíveis ao sedentarismo no Brasil. O custo total das internações hospitalares (por sete causas de alto custo: neoplasia maligna de cólon e de mama, doenças cerebrovasculares, doenças isquêmicas do coração, hipertensão, diabetes e osteoporose) foi de US$ 695,6 milhões;
•Excesso de peso da população brasileira cresceu 26,3% em dez anos passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. (Vigitel 2016)
•Obesidade da população brasileira cresceu 60% em dez anos de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016 (Vigitel 2016).